MUDANÇAS E EDUCAÇÃO NO AMBIENTE DE TRABALHO
Luiz Avelino
(Diretor da Avelino Andrade -
Desenvolvimento & Educação Empresarial -
Recife)
Preocupadas com a guerra de seus
produtos junto ao público externo, as empresas
até poucos anos atrás não davam a devida
atenção àquele que constitui seu principal
exército decisivo: o público interno.
Os comandantes com seus méritos inegáveis de
pioneirismo, luta, obstinação e dedicação na
criação e edificação de suas empresas,
acabavam concentrando poder por ciúme e medo.
Às vezes estas razões eram justificadas pelas
experiências negativas ao longo da vida em
delegar e não ver suas lutas serem levadas
adiante com o mesmo espírito empreendedor, com a
mesma abnegação e cuidado.
Mas as experiências negativas não podem se
transformar em regras eternas. Os incompetentes
acabavam sendo excluídos e o problema se voltava
contra os competentes também.
Com delegação, mas destituídos de autoridade,
os gerentes desestimulados a dar sua
contribuição e sua criatividade, eram como
exércitos lançados em guerras sem saber
exatamente quais os objetivos, sem ter
participado dos planos e estratégias.
E um exército desorientado e desentrosado não
ganha guerras por melhor que sejam as armas, os
comandantes e soldados.
Sob vários nomes e sob diversas correntes
(Intrapreneuring, Endomarketing, Administração
Participativa, Comitê de Desenvolvimento
Profissional etc) as empresas estão cada vez
mais descobrindo dentro de casa as verdadeiras
armas para os desafios crescentes de atuação no
mercado.
A conjugação do espírito criativo e
participativo de todos os departamentos de uma
empresa em torno de objetivos e metas claramente
definidas, alicerçada num clima de trabalho
saudável e motivador, estimula cada um a dar o
melhor de si mesmo. E das contribuições
individuais surgem melhores planos, esforços
mais coordenados, maior integração, maior
satisfação pessoal, melhores resultados.
Esse sentimento de co-responsabilidade só é
possível quando se percebe que o trabalhador é
mais do que mão de obra. Ele é gente! Tem
cabeça (pensa) e coração (sente). E o que era
uma relação entre "coisas" - capital
e trabalho, passa a ser um relacionamento entre
"pessoas" - gerentes e colaboradores.
Num ambiente assim os
"desentendimentos" e conflitos tendem a
diminuir e as soluções são encontradas no
dia-a-dia e não "conquistadas" uma vez
por ano nas negociações coletivas.
As empresas que estão vivas no ano 2.000 são
aquelas que começaram a preparar-se antes. E
mudanças são a única constante que temos pela
frente. Preparar indivíduos isoladamente não
muda a organização nem prepara o futuro.
Ponha-os em times de trabalho! As partes de um
avião não voam por si sós, mas juntas e
integradas.
Artigos anteriores:
Dez/99 - Relação
Escritório Vs. Cliente (Carlos de La
Roque, Pres. do CRC/RJ)
Jan/00 - Por
Uma Administração Moderna, Eficaz E Voltada
Para O Público (Wagner Siqueira, Pres.
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Fev/00 - Contabilidade
E Pequenos Negócios Optantes Do Simples
(Luiz Francisco Peyon, Contador)
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