ARTIGO - Maio de 2002


O conhecimento como elemento transformador

Sinésio Fonseca de Sousa
(Presidente do Sindicato dos Contabilistas da Baixada Fluminense/RJ)

Talvez, por estarmos vivendo os momentos em que as transformações estejam acontecendo no cenário econômico e social brasileiro, não sejamos capazes de avaliar estas mudanças, uma vez que a história tem demonstrado que ao homem não é permitido avaliar a história de sua época. Caberá aos historiadores, talvez daqui a trinta anos, fazer a leitura do nosso tempo.

Entretanto, algumas situações já podem ser percebidas na extensão de sua importância e a forma como irão impactar o dia-a-dia da sociedade; são as mudanças legais que estão sendo introduzidas, quer seja por regulamentação de artigos da Constituição, como os 182 e 183 que geraram a Lei n. 10.257, conhecida como “Estatuto das Cidades” ou da Lei Complementar n. 101, de 04 de maio de 2000; que ficou conhecida como Lei de Responsabilidade Fiscal, que certamente funcionará como marco na administração pública em nosso país.

Portanto, é possível perceber-se que a qualificação profissional passará a condição “sine-qua-non” não só do funcionalismo público, mas também dos agentes políticos, aqueles mandatários levados por voto popular ou detentores de cargos de confiança.

A aproximação da eleição que levará ao governo um novo presidente, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais determinará uma nova história para os próximos quatro anos da história de nosso país. Traduzindo-se, significa dizer que atingiremos 2007, quase fim de uma década, regidos por aquele que democraticamente escolheremos. Sendo assim, é tempo bastante e suficiente para que possamos ter substanciais avanços enquanto sociedade ou termos estagnação e retrocesso.

Ao Técnico em Contabilidade e ao Contador certamente caberá uma grande responsabilidade em ajudar a transformação desta sociedade. O conhecimento que detemos e que não pode ser dispensado, será imprescindível como motor e alavanca transformadora.

Com o conhecimento que dispomos temos a responsabilidade de não só usar nosso conhecimento ao fiscalizar, executar e dar consultoria aos órgãos públicos, bem como em ajudar a difundir a idéia de que é preciso escolher entre os candidatos, os mais qualificados técnica e moralmente, para representar nossa população e a nossa classe nas Câmaras Estaduais, na Câmara Alta e em outros níveis de governo. Que sejam contabilistas.

Só assim estaremos contribuindo efetivamente para a transformação que tanto desejamos.

Peyon

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